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domingo, 22 de maio de 2011

Profª. Amanda Gurgel e a síntese de um descaso: O contraponto entre o discurso versus realidade na educação brasileira

A educação brasileira, objeto tão propagado enfaticamente enquanto elemento prioritário de bandeiras de campanhas político-partidárias, sobretudo e de fato unicamente, tendo em vista sucessivas perpetuações de poder, gradativamente vem despindo-se e revelando o contraponto entre o discurso de palanque e o depauperamento da realidade.
Contemporaneamente, a educação vem ganhando destaque e notoriedade no cenário político brasileiro, o que não se efetiva enquanto valorização, haja vista o caráter sub-empregatício que vem sendo dado ao Magistério, sobretudo no Ensino Básico, que em sua nomenclatura, por si só, deveria ser constituído e consolidado enquanto prioridade também básica nos planos governamentais.
Valorização do Magistério, melhoria na infraestrutura e qualidade educacional , pautas frequentes do sensacionalismo demagógico, frente ao descompasso daquilo que de fato se consolida no cenário real, revelam a antítese do que se prega em relação ao que se faz.
Retrato nítido e sintético deste cenário, o depoimento proferido pela Profª Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, porta-voz do descontentamento nacional da categoria do Magistério, ilustra enfaticamente a depauperação porque passa a tão proferida "prioridade nacional".
Em face de um cenário tão irrisório e contraditório, é salutar que a melhoria da educação escolar brasileira seja bandeira prioritária de luta não apenas de discentes e docentes. A educação é um bem comum para toda a sociedade.
É tempo de desvendamentos e rupturas com os discursos fundamentalistas. O Brasil precisa de mais Gurgéis, tanto no plano discursivo, quanto organizacional. Urge que haja um movimento nacional iniciado por uma conjuntura classista que vislumbre a qualidade educacional integralizada; que destoe do caráter de valorização fundamentado em índices quantitativos, mas que vise à valorização de discentes e docentes em paridade e integralidade.
Sejamos Gurgéis, desvelemos o velado e semeemos um futuro melhor para a nossa sociedade.

Adriano Pereira
( adrianno.pereira@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )



Depoimento da Profª Amanda Gurgel que retrata a síntese do descompromisso político para com a educação brasileira.



quarta-feira, 30 de março de 2011

Pífio Maquiavelismo


Os fins justificam os meios?


Nunca na história deste país a educação brasileira esteve tão rendida a paradigmas tal qual na era atual. Diversidade, valorização da heterogeneidade e educação contextualizada tendo como focos apriorísticos de ponto de partida o reconhecimento de que vivemos numa nação em que a pluralidade é marca intangível, vêm se tornando argumentos estanques frente aos moldes avaliativos que destoam desta pluralidade ao avaliarem padronizadamente os educandos do Oiapoque ao Chuí.

A educação brasileira, voltada aos interesses mercantis do estado, que visa prioritariamente a alcance de índices que nos equipare a países dos quais distanciamos anos-luz em termos de valorização educacional e social, vem absorvendo de maneira pouco contestada a submissão a padrões avaliativos formulados para mensurar com um olhar corretor/centrista uma realidade educacional diversa em termos de contextos e culturas.

No presente cenário, é consensual sobretudo entre os burocratas, que infelizmente são quem norteiam a educação neste país no plano institucional, enxergam qualidade educacional vinculada ao atendimento de índices tais como Prova Brasil, Enem e conseqüentemente IDEB enquanto metas a serem atingidas, porém deixam de lado em grande parte dos casos o atendimento social e humanitário que engloba não apenas o oferecimento de vagas e avaliação dos cursistas, mas condições que visem a permanência e ao sucesso escolar, tais como: investimento em infra-estrutura e valorização dos profissionais do magistério.

“Os fins justificam os meios”. Como os índices de desenvolvimento educacional de um país tem como foco principalmente o desempenho discente, os meios utilizados para promover este teatralismo meramente ilustrativo vêm servindo para a perpetuação da maquiada e maculada realidade educacional brasileira.

Enquanto isso aos educadores em conformidade com o modelo cabe a absorção do ônus.

Quanto ao bônus...



Adriano Pereira

( adrianno.pereira@hotmail.com )

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bullying: um novo conceito, um velho problema...

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."



Contemporaneamente a temática bullying vem ganhando espaço na mídia a nível mundial, sendo sempre alvejado de comentários de cunho negativo, causando inquietações nos diversos segmentos sociais que se deparam em seus cotidianos com relações vinculares sendo maculadas por atos agressivos de variadas faces que se graduam desde sutis ofensas pejorativas até atos de cunho criminoso.

Sendo caracterizado essencialmente como atitudes que visam ao exercício e/ou à manutenção de domínio compulsório entre sujeitos, o bullying, assume variações que podem caracterizá-lo como direto, quando atinge a vítima sem meios intermediários e também indireto, quando visa à ridicularização e/ou segregação social do vitimado por meio de críticas de hábitos do mesmo ou proliferação de comentários negativos que venham a lhe comprometer o convívio social.

Assíduo frequentador dos ambientes de movimentado trânsito social, sobretudo e enfaticamente nas escolas, estas práticas sejam explícitas ou sutis partem, segundo pesquisas, em grande parte dos casos de indivíduos que sentem necessidade de se sobressaírem em determinados vínculos sociais e que buscam como meio para atingir seus objetivos a anulação de quaisquer atos de destaque de outras pessoas que façam parte de seu círculo social. Neste cenário de intimidações o autor do bullying, geralmente visa à depreciação e/ou ridicularização de quaisquer destaques por parte de outros que venham a lhe tirar do alvo das atenções.

São frequentes hábitos de Bullying:

* Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
* Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
* Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
* Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
* Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
* Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
* Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bullying.
* Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bullying tenha tomado ciência.
* Isolamento social da vítima.
* Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
* Chantagem.
* Expressões ameaçadoras.
* Grafitagem depreciativa.
* Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bullying avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
* Fazer que a vítima passe vergonha na frente de varias pessoas.

Atos tais os quais descritos pelas razões acima arroladas, fazem da importância do ato de educar, não somente necessário e fundamental, mas nobre, haja vista ser a educação o elemento basilar para se atingir a dignidade humana, por meio de uma convivência solidária, humana, visando ao patamar da equidade e moralidade.

À pratica educativa e aos educadores lato sensu, permeados pelas práticas pedagógicas e sensível ao caráter afetivo cabem a missão de promover uma sociedade mais justa, por meio de uma formação humanística equitativa, solidária, sustentável e humana.

Eduque para a prevenção, para não ser preciso uma educação para a punição!

Adriano Pereira da Silva

( adrianno.pereira@hotmail.com)


Referências


* ? O que é Bullying? em bullying.com.br
* The Harassed Worker, Brodsky, C. (1976), D.C. Heath and Company, Lexington, Massachusetts.
* Anti-Bullying Center Trinity College, Dublin.



Indicação de Filme: Bullying: Provocações sem Limites.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ser Amigo...

É transcender abismos, construindo elos.

É ler cotidianamente nas incertezas da compreensão do outro as suas limitações e numa incondicional aliança trazer-lhe o que de melhor tens a ofertar.

É ausentar-se do próprio subjetivismo na busca da compreensão do outro, sobrepujando o egocentrismo tendo em vista uma compreensão plural do que é ser.

Amigos buscam não apenas aliar-se, mas conjugar-se no outro, para melhor percebê-lo.

Não fecham as portas de si, mesmo em face das mais estranhas limitações do próximo.

Não se esquivam diante das dificuldades de seus parceiros, pois neles também coexistem.

Ser amigo é, sobretudo, perceber o outro como parte de si, como uma extensão de si próprio, seja em seus momentos de êxito ou dificuldades.

Amigos de verdade buscam o diálogo anteriormente ao julgamento, pois o diálogo permite a profunda compreensão enquanto o julgamento é elemento superficial do ato de conhecer.

A Amizade contaria as leis da Matemática, pois dividindo-se aumenta de tamanho.

Semeie amigos e faça do outro a extensão de si mesmo, assim estarás contribuindo para a consolidação de uma sociedade mais humanitária, menos excludente e marginalizante.



Adriano Pereira da Silva

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rompendo barreiras

Qual o maior fosso existente entre a humanidade?


A natureza humana é predominantemente relacional, circunstância  compulsória até mesmo pelo lado biológico heterotrófico, que nos concebe enquanto seres dependentes integralmente do meio para a subsistência e sobrevivência da espécie.

Analisando a questão relacional  do plano social, somos seres gregários, pois construímo-nos mutuamente enquanto humanidade através da interação.

Retomando a questão que inicia esta discussão e diante das assertivas supracitadas, em uma análise geral é constatável que o maior fosso entre a espécie humana é indubitavelmente a falta de humanitarismo, condição que se amplia e ganha maiores proporções contemporaneamente.

Isolacionismo, egocentrismo, egoísmo formam o tripé do ismo que sedimenta esse distanciamento, o que se verifica consolidado pelos preconceitos e estereótipos difundidos cotidianamente entre a espécie em tese.

O gênero humano é marcado pela heterogeneidade, porém esta não é devidamente aceita, apesar de ser tão difundidos a equidade e o igualitarismo até mesmo nos direitos humanos, direitos e condições essenciais infringidos pelos mesmos que deles deveriam se beneficiar.

Neste cenário de reflexos superficiais prevalece a legalização e o faz-de-conta que somos seres equitativos, que primamos pelo respeito às diferenças, ao passo que na prática os apartheids sociais e étnicos, ainda se configuram como prática comum, porém sublimada.

Cotidianamente são erguidos muros onde deveriam haver pontes...

Mas oque é necessário?

Neste mundo de tantos desencontros, inclusive autodesencontros, é necessário à espécie humana viver humanitariamente; viver em harmonia com o meio e com seus congêneres e intersubjetivamente promover nao uma relação igualitária, mas equitativa, primando não somente pelo respeito, mas também pela convivência com as diferenças.

Respeitar sem conviver (viver conjuntamente) é pseudo - respeito: perpetua a exclusão e ergue muros intransponíveis.

É preciso romper barreiras que nos torna tão superficialmente humanos, portanto desumanos.

Adriano Pereira da Silva

domingo, 24 de janeiro de 2010

Oração Ao Tempo (Caetano Veloso)

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

domingo, 10 de janeiro de 2010

AS TRÊS PENEIRAS



        Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

        Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

        - O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

        - Três peneiras?  - indagou o rapaz.

        - Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar?  Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

        Arremata Sócrates:
        - Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PENSAR É TRANSGREDIR


Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A ESCOLA DOS BICHOS

 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

 
Rosana Rizzuti

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Educação para o Protagonismo


Inegavelmente a educação passa por uma crise paradigmática que a faz enveredar por uma falseabilidade imersa numa alo-educação, que privilegia a determinação do sujeito pelo objeto, recaindo numa reprodução de passividade.

Tal pressuposto se evidencia, dentre outros fatores, em mitos tal como o da falsa democracia que se propaga a cada dia em discursos dissociados de ações, que marginalizam e segregam o sujeito cognoscente enquanto produtor e participante ativo em seu contexto social.

Urge que a educação passe por uma reformulação, sobretudo de consciências para que a dialética entre os sujeitos possibilite a consolidação efetiva de uma sociedade apriorística da participação ativa subjetiva na sociedade.

A verdadeira formação para a citada consolidação somente far-se-à quando aos sujeitos envolvidos for atribuído(até por eles mesmos em suas relações) o direito de protagonizar a releitura e reconstrução do mundo no qual não somente devem viver, mas sobretudo atuar ativamente, dialeticamente...

Portanto: "Seja você mesmo a mudança que deseja ver no mundo"

ADRIANO PEREIRA DA SILVA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ser Jovem é massa!

Que o ser humano é por natureza um ser gregário, esta é uma nítida e incontestável afirmação que nos remete a uma idéia fraterna de solidariedade e corporativismo entre a espécie humana. Não fossem as distorcidas nuances ideológicas que permeiam este 'gregarismo', indubitavelmente seríamos o perfeito aglomerado.

Tais nuances se presenciam nas relações interpessoais principalmente entre os jovens ao se manifestarem sectaristas, rendendo-se à massificação do modismo como elo de inserção grupal, pelo simples fato de muitos não se manifestarem controversos ao grupo ( e que muitas vezes tal rendição ao ideal grupal é uma negação ao próprio ideal), convergendo numa despersonalização e negação da subjetividade singular de cada um. E isso é massa!!!

Consequentemente, surge a alienação que também é massa, que massifica, corrompe, despersonaliza e que se prolifera midiaticamente.

Atentai, Juventude! Esta é a cultura massificadora predominantemente hegemônica que se alicerça e prolifera na dita sociedade pós-moderna.

Adriano Pereira da Silva

Adriano Pereira da Silva


Espaço de integração aberto aos meus amigos como ferramenta potencializadora de comunicabilidade.