Os fins justificam os meios?
Nunca na história deste país a educação brasileira esteve tão rendida a paradigmas tal qual na era atual. Diversidade, valorização da heterogeneidade e educação contextualizada tendo como focos apriorísticos de ponto de partida o reconhecimento de que vivemos numa nação em que a pluralidade é marca intangível, vêm se tornando argumentos estanques frente aos moldes avaliativos que destoam desta pluralidade ao avaliarem padronizadamente os educandos do Oiapoque ao Chuí.
A educação brasileira, voltada aos interesses mercantis do estado, que visa prioritariamente a alcance de índices que nos equipare a países dos quais distanciamos anos-luz em termos de valorização educacional e social, vem absorvendo de maneira pouco contestada a submissão a padrões avaliativos formulados para mensurar com um olhar corretor/centrista uma realidade educacional diversa em termos de contextos e culturas.
No presente cenário, é consensual sobretudo entre os burocratas, que infelizmente são quem norteiam a educação neste país no plano institucional, enxergam qualidade educacional vinculada ao atendimento de índices tais como Prova Brasil, Enem e conseqüentemente IDEB enquanto metas a serem atingidas, porém deixam de lado em grande parte dos casos o atendimento social e humanitário que engloba não apenas o oferecimento de vagas e avaliação dos cursistas, mas condições que visem a permanência e ao sucesso escolar, tais como: investimento em infra-estrutura e valorização dos profissionais do magistério.
“Os fins justificam os meios”. Como os índices de desenvolvimento educacional de um país tem como foco principalmente o desempenho discente, os meios utilizados para promover este teatralismo meramente ilustrativo vêm servindo para a perpetuação da maquiada e maculada realidade educacional brasileira.
Enquanto isso aos educadores em conformidade com o modelo cabe a absorção do ônus.
Quanto ao bônus...
Adriano Pereira
( adrianno.pereira@hotmail.com )

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