quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Escolhas e Renúncias





Eis um fundamento para o livre-arbítrio: 
A vida é feita de escolhas e em cada escolha residem renúncias. Portanto eis que cuidadosas sejam as escolhas em observância ao peso das renúncias que nela se inserem.

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro – Dia do Educador



Serás Professor?


Eu professo, tu professas, ele professa, nós professamos...

Mas... Quem educa?
Tal qual enciclopedicamente enuncia o termo, seria o atributo essencial do docente: o professar, propagar, proferir, atuar...?
Ensino e Educação, Professor e Educador, são terminologias quecada vez mais se distanciam em tempos hodiernos.
A nova sociedade anseia por novos perfis e atitudes a serem delineadas num repensar e reestruturar a educação em sua amplitude.

Quão importante é o ofício docente que possibilita a consolidação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Arauto da cidadania, o educador ultrapassa os desígnios do ensino e numa prática holística ingressa na educação, por meio da tentativa de compreensão do sujeito social em sua amplitude...

Educar é possibilitar novos olhares...

È renovar velhos conceitos...

É primar pela humanização...

É conjugar-se no outro numa atitude de reciprocidade e integração...

É sobretudo doar-se na dialética da complementaridade, onde o ofertar é convergente ao receber...



Adriano Pereira
(adrianno.pereira@hotmail.com)

domingo, 22 de maio de 2011

Profª. Amanda Gurgel e a síntese de um descaso: O contraponto entre o discurso versus realidade na educação brasileira

A educação brasileira, objeto tão propagado enfaticamente enquanto elemento prioritário de bandeiras de campanhas político-partidárias, sobretudo e de fato unicamente, tendo em vista sucessivas perpetuações de poder, gradativamente vem despindo-se e revelando o contraponto entre o discurso de palanque e o depauperamento da realidade.
Contemporaneamente, a educação vem ganhando destaque e notoriedade no cenário político brasileiro, o que não se efetiva enquanto valorização, haja vista o caráter sub-empregatício que vem sendo dado ao Magistério, sobretudo no Ensino Básico, que em sua nomenclatura, por si só, deveria ser constituído e consolidado enquanto prioridade também básica nos planos governamentais.
Valorização do Magistério, melhoria na infraestrutura e qualidade educacional , pautas frequentes do sensacionalismo demagógico, frente ao descompasso daquilo que de fato se consolida no cenário real, revelam a antítese do que se prega em relação ao que se faz.
Retrato nítido e sintético deste cenário, o depoimento proferido pela Profª Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, porta-voz do descontentamento nacional da categoria do Magistério, ilustra enfaticamente a depauperação porque passa a tão proferida "prioridade nacional".
Em face de um cenário tão irrisório e contraditório, é salutar que a melhoria da educação escolar brasileira seja bandeira prioritária de luta não apenas de discentes e docentes. A educação é um bem comum para toda a sociedade.
É tempo de desvendamentos e rupturas com os discursos fundamentalistas. O Brasil precisa de mais Gurgéis, tanto no plano discursivo, quanto organizacional. Urge que haja um movimento nacional iniciado por uma conjuntura classista que vislumbre a qualidade educacional integralizada; que destoe do caráter de valorização fundamentado em índices quantitativos, mas que vise à valorização de discentes e docentes em paridade e integralidade.
Sejamos Gurgéis, desvelemos o velado e semeemos um futuro melhor para a nossa sociedade.

Adriano Pereira
( adrianno.pereira@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )



Depoimento da Profª Amanda Gurgel que retrata a síntese do descompromisso político para com a educação brasileira.



quarta-feira, 30 de março de 2011

Pífio Maquiavelismo


Os fins justificam os meios?


Nunca na história deste país a educação brasileira esteve tão rendida a paradigmas tal qual na era atual. Diversidade, valorização da heterogeneidade e educação contextualizada tendo como focos apriorísticos de ponto de partida o reconhecimento de que vivemos numa nação em que a pluralidade é marca intangível, vêm se tornando argumentos estanques frente aos moldes avaliativos que destoam desta pluralidade ao avaliarem padronizadamente os educandos do Oiapoque ao Chuí.

A educação brasileira, voltada aos interesses mercantis do estado, que visa prioritariamente a alcance de índices que nos equipare a países dos quais distanciamos anos-luz em termos de valorização educacional e social, vem absorvendo de maneira pouco contestada a submissão a padrões avaliativos formulados para mensurar com um olhar corretor/centrista uma realidade educacional diversa em termos de contextos e culturas.

No presente cenário, é consensual sobretudo entre os burocratas, que infelizmente são quem norteiam a educação neste país no plano institucional, enxergam qualidade educacional vinculada ao atendimento de índices tais como Prova Brasil, Enem e conseqüentemente IDEB enquanto metas a serem atingidas, porém deixam de lado em grande parte dos casos o atendimento social e humanitário que engloba não apenas o oferecimento de vagas e avaliação dos cursistas, mas condições que visem a permanência e ao sucesso escolar, tais como: investimento em infra-estrutura e valorização dos profissionais do magistério.

“Os fins justificam os meios”. Como os índices de desenvolvimento educacional de um país tem como foco principalmente o desempenho discente, os meios utilizados para promover este teatralismo meramente ilustrativo vêm servindo para a perpetuação da maquiada e maculada realidade educacional brasileira.

Enquanto isso aos educadores em conformidade com o modelo cabe a absorção do ônus.

Quanto ao bônus...



Adriano Pereira

( adrianno.pereira@hotmail.com )

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bullying: um novo conceito, um velho problema...

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."



Contemporaneamente a temática bullying vem ganhando espaço na mídia a nível mundial, sendo sempre alvejado de comentários de cunho negativo, causando inquietações nos diversos segmentos sociais que se deparam em seus cotidianos com relações vinculares sendo maculadas por atos agressivos de variadas faces que se graduam desde sutis ofensas pejorativas até atos de cunho criminoso.

Sendo caracterizado essencialmente como atitudes que visam ao exercício e/ou à manutenção de domínio compulsório entre sujeitos, o bullying, assume variações que podem caracterizá-lo como direto, quando atinge a vítima sem meios intermediários e também indireto, quando visa à ridicularização e/ou segregação social do vitimado por meio de críticas de hábitos do mesmo ou proliferação de comentários negativos que venham a lhe comprometer o convívio social.

Assíduo frequentador dos ambientes de movimentado trânsito social, sobretudo e enfaticamente nas escolas, estas práticas sejam explícitas ou sutis partem, segundo pesquisas, em grande parte dos casos de indivíduos que sentem necessidade de se sobressaírem em determinados vínculos sociais e que buscam como meio para atingir seus objetivos a anulação de quaisquer atos de destaque de outras pessoas que façam parte de seu círculo social. Neste cenário de intimidações o autor do bullying, geralmente visa à depreciação e/ou ridicularização de quaisquer destaques por parte de outros que venham a lhe tirar do alvo das atenções.

São frequentes hábitos de Bullying:

* Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
* Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
* Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
* Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
* Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
* Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
* Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bullying.
* Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bullying tenha tomado ciência.
* Isolamento social da vítima.
* Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
* Chantagem.
* Expressões ameaçadoras.
* Grafitagem depreciativa.
* Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bullying avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
* Fazer que a vítima passe vergonha na frente de varias pessoas.

Atos tais os quais descritos pelas razões acima arroladas, fazem da importância do ato de educar, não somente necessário e fundamental, mas nobre, haja vista ser a educação o elemento basilar para se atingir a dignidade humana, por meio de uma convivência solidária, humana, visando ao patamar da equidade e moralidade.

À pratica educativa e aos educadores lato sensu, permeados pelas práticas pedagógicas e sensível ao caráter afetivo cabem a missão de promover uma sociedade mais justa, por meio de uma formação humanística equitativa, solidária, sustentável e humana.

Eduque para a prevenção, para não ser preciso uma educação para a punição!

Adriano Pereira da Silva

( adrianno.pereira@hotmail.com)


Referências


* ? O que é Bullying? em bullying.com.br
* The Harassed Worker, Brodsky, C. (1976), D.C. Heath and Company, Lexington, Massachusetts.
* Anti-Bullying Center Trinity College, Dublin.



Indicação de Filme: Bullying: Provocações sem Limites.