Reflexo
de atitude contumaz na República da Federativa do Brasil, a Lei 11738/2008 (Lei
do Piso Salarial Nacional do Magistério), encontra-se na inércia frente ao seu
descumprimento desde que fora sancionada, portanto instituída legalmente.
Em
face de um cenário lesivo ao professor a deflagração de movimentos em defesa da
Valorização da Educação no Brasil vem ganhando as ruas mediante atos
mobilizatórios de Paralisação e Greve em busca do cumprimento da legalidade e
do avanço da educação, instrumento essencial para o desenvolvimento nacional.
Histórico
defensor e entusiasta da Valorização da Educação Nacional, o Senador Cristovam
Buarque (PDT - DF) em pronunciamento no Senado Federal nesta sexta - feira
(16/03), ao discorrer acerca da Greve do Magistério fez um relato de acato
parcial da mesma ao defender os motivos e criticar parcialmente como negativos
os métodos que segundo o parlamentar são de insatisfatória abrangência quando
se postula como ponto metodológico a paralisação das aulas como um todo.
Cristovam
numa crítica sugestiva acenou para a essencialidade de um movimento de cunho
mais corporativo e integrador das diversidades não em números de docentes em
mobilização, mas sim que conjugue a participação de outras categorias
profissionais, haja vista que a formação destes passou e passa por meio da
instrução formal, bem como dos pais de alunos, tendo em vista que também é
interesse destes a promoção de uma educação de maior qualidade para os seus
filhos.
Nas
entrelinhas Buarque relatou que os governos refletem historicamente sua
insensibilidade frente à qualidade da oferta de ensino, o que elucida a inercia
dos mesmos frente ao cumprimento dos dispositivos legais de valorização
docente, pontuando que a paralisação de aulas, apesar de ser um instrumento de
que dispõe a categoria, se evidencia como uma atitude também lesiva aos
discentes, como uma atitude incipiente para a resolução da causa do Magistério.
A
título de exemplo, o parlamentar convocou a classe educacional à deflagração de
movimentos de maior notoriedade e visibilidade tal como invadir obras para a
Copa do Mundo de 2014 a ser realizada no Brasil ou movimentos similares,
peculiarmente à diversidade brasileira.
É
nítida neste contexto a acentuada subvalorização dada à educação, tendo em
vista que uma paralisação dos operários da Copa, no cenário atual, seria de
maior relevância para o Governo que a causa educacional.
Elucida-se
o quão a educação nacional ainda é um objeto retórico, que mais serve para a
discursividade demagógica que para a promoção real qualitativa e
potencializadora do progresso da sociedade brasileira.
Neste
sentido, urge que a causa educacional não seja tão somente uma bandeira
docente, mas social. Que o professor seja visto como um profissional a serviço
do desenvolvimento contributivo para o progresso da nação e não somente como um
profissional do ensino.
Que a
nossa causa seja prioritária e defendida pela sociedade como um todo, engajada
com a classe em prol de um país com mais justiça, equitatividade e cidadania.
Não
deixemos que a educação se transforme num aparelho ideológico do Estado, pois
disto decorre uma sociedade também aparelhada ideologicamente pelo domínio
centralizador e subjugador estatal.
Em
síntese é notória um convite à reflexão de uma causa que não é isolada, mas
social: a Valorização da Educação é uma bandeira da sociedade brasileira na
íntegra.